Numa manhã em que o sol está perfeito, o céu sem nuvens e o coração radiante, você encontrará sua alma gêmea, que vai te arrebatar ao sétimo céu. A pessoa perfeita que corresponderá a todas as suas expectativas, que vai te preencher, assim como você a ela e viverão felizes para sempre…

Só que não! Esta busca desenfreada pela “alma gêmea” tem origem quando éramos um bebê no útero de nossas mães, onde estávamos protegidos e acolhidos. Isto é cantado em prosa e verso e ficamos inutilmente tentando nos completar em outras metades.

Muitas vezes projetamos no outro aquilo que nos falta. Se sou uma pessoa insegura, vou procurar alguém confiante e determinado. Se sou uma pessoa travada, vou procurar alguém extrovertido, e assim por diante. Eu passo a “me realizar” no comportamento de outra pessoa, como se ela nutrisse essa minha falha.

Outras vezes “caímos de amor” pelo outro por medo da solidão, de ficar sozinho.

Outras ainda aceitamos tudo que não é legal, por exemplo, a forma que nos trata, a indiferença, etc. porque em raros momentos conseguimos migalhas de amor que nós próprios não estamos conseguindo nos dar.

Isto nos leva a buscar o “salvador da pátria”! E sinceramente, ninguém é e nem quer ser o salvador de ninguém.

Precisamos nos encarar de frente, nos conhecer, saber nos satisfazer, ficar felizes sozinhos.
Nos dar carinho, momentos de prazer, fazer coisas que preenchem nossa alma, nos dar pequenos mimos. Temos que saber o que nos faz felizes e o que não faz. Ser o nosso melhor amigo, nos apoiar nos momentos de insegurança ou tristeza, sem esperar que alguém nos supra, porque quando isto acontece na maioria das vezes nos frustramos.

Devemos desenvolver o amor próprio. Este amor verdadeiro não vem através da dependência emocional de outra pessoa, mas sim pelo desenvolvimento da nossa riqueza interior, do amadurecimento, do autoconhecimento.

Seja um ser completo, e aí sim, transbordando amor, atrairemos parceiros que também tem muito amor para dar.

Beijos ♥

Selene Maglyat

Referência: O Tarô Zen de Osho – O Sonho